Tecnologia – Amazon lança no Brasil serviço premium de ecommerce



A varejista americana Amazon deu início nesta terça-feira 10 ao serviço de assinatura Prime no Brasil. Agora, os consumidores que toparem pagar a quantia de R$ 9,90 por mês podem fazer compras sem valor mínimo e receber o produto com frete grátis em dois dias.

Na mensalidade, além da entrega grátis, estão inclusos outros serviços da Amazon como o Prime Video, equivalente da Netflix, e o site de transmissões ao vivo Twitch, que também oferece downloads de jogos. Também tem disponíveis outros dois novos recursos, anunciados hoje no Brasil: Prime Music, similar ao Spotify; e um catálogo rotativo de livros e revistas.

No caso das revistas, inicialmente todas serão de publicações da Editora Abril, incluindo VEJA. Os títulos podem ser lidos em smartphones e tablets pelo Kindle App.

De acordo com Alex Szapiro, diretor da Amazon no Brasil, é a primeira vez que um país recebe o Prime já com esse número de serviços disponíveis no primeiro dia de funcionamento. “Os assinantes de serviços como o nosso streaming de séries terão suas mensalidades ajustadas para o valor do Prime e acesso imediato ao restante do pacote, em um único preço”.

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A investida da Amazon com o Prime na indústria varejista dos Estados Unidos representou uma mudança na disposição do comércio. Com o novo serviço, Bezos conseguiu minar a concorrência de ecommerces como os do Walmart e o Best Buy, e também estabelecimentos físicos próximos dos consumidores que, até então, eram os únicos capazes de entregar um produto pouco depois da compra (nos EUA, alguns prazos de entrega do Prime são de no máximo 2 horas).

No Brasil, o anúncio da assinatura de entregas só foi possível com o começo das operações de um centro de distribuição em Cajamar, no interior de São Paulo, em janeiro. Em conjunto com outro já existente em Barueri, a logística permitiu que a empresa tivesse estoque de produtos e controlasse a distribuição das entregas.

A Amazon ingressou no Brasil em 2012, de forma modesta, com o lançamento do Kindle e o início de operações com ebooks. Dois anos depois, começou a vender livros físicos. Em 2017, a empresa abriu um marketplace, pelo qual lojistas vendem via Amazon (semelhante ao que a B2W e a Via Varejo fazem com sites como o Submarino, a Americanas, o Shoptime e a Casas Bahia). E, em 2019, passou a vender 20 milhões de produtos por conta própria. A notícia de hoje indica o que pode ser considerado o estabelecimento, mesmo que tardio, do temido “efeito Amazon” no Brasil.



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